A tão discutida Reforma Tributária CBS e IBS finalmente começou a sair do papel. Depois de anos de debates, o Brasil avança para um modelo mais simples, digital e integrado de arrecadação. Com isso, PIS e COFINS deixam de existir gradualmente, dando espaço à CBS, enquanto ICMS e ISS serão unificados no IBS. Além disso, esse processo marca uma mudança profunda na maneira como as empresas lidam com o compliance fiscal.
Consequentemente, toda organização precisará revisar seus processos, especialmente porque a transição exige atenção redobrada.
O que muda na prática com a Reforma Tributária CBS e IBS
Hoje, PIS e COFINS são considerados dois dos tributos mais complexos do país. Entre regimes cumulativos e não cumulativos, regras específicas e legislações complementares, o cenário se torna fértil para erros. Por isso, a chegada da CBS e do IBS promete simplificar vários pontos importantes.
As mudanças incluem:
- PIS e COFINS deixam de existir gradualmente, dando lugar à CBS.
- Estados e municípios passam a operar sob o IBS, que substitui ICMS e ISS.
- A base de cálculo se torna mais simples e com menos exceções.
- A apuração será totalmente digital e integrada.
- O cruzamento automático de informações passa a ser regra.
Assim, os sistemas fiscais precisam estar preparados para esse novo formato, já que a operação tende a ficar mais automatizada e rastreável.
Por que sua empresa precisa atualizar o módulo fiscal agora
Durante alguns anos, as empresas trabalharão com dois modelos simultâneos — o atual e o novo. Dessa forma, a complexidade aumenta e exige processos muito bem estruturados.
Um sistema fiscal atualizado será essencial para:
- ajustar regras e alíquotas conforme as leis avançarem;
- evitar erros de enquadramento e divergências em notas;
- gerar relatórios e obrigações de maneira automatizada;
- integrar fiscal, financeiro e contábil;
- manter compliance em tempo real.
Logo, empresas que utilizarem ferramentas antigas ou controles manuais enfrentarão risco maior de erros, autuações e retrabalho.
Cronograma da transição: o que muda ano a ano
A implementação será gradual, oferecendo tempo para adaptação. Inicialmente, a CBS terá uma fase de testes, enquanto o IBS será incorporado ao longo de vários anos.
- 2026 — Início da CBS com alíquota reduzida.
- 2027 — Substituição total do PIS e COFINS pela CBS.
- 2028 a 2033 — Transição para o IBS, substituindo ICMS e ISS.
- 2033 em diante — Consolidação completa do novo modelo.
Durante esse período, empresas vão operar com dois modelos de apuração, o que reforça ainda mais a necessidade de sistemas robustos para evitar inconsistências.
Obrigações fiscais que podem mudar com a CBS e IBS
Embora ainda falte a publicação de normas complementares, vários pontos já foram antecipados. Assim, é possível que:
- a CBS deve substituir o EFD-Contribuições com uma escrituração única.
- os estados devem unificar as obrigações em uma declaração única do IBS.
- o sistema deve ampliar o cruzamento de dados entre NF-e, CF-e e declarações.
- a validação em tempo real se torne mais rígida;
- o controle de créditos fiscais fique mais simples, porém mais rastreável.
Portanto, tecnologia passa a ser o centro do compliance fiscal das empresas.
O papel da tecnologia fiscal nessa nova era
Com a digitalização acelerada, as empresas precisarão de sistemas com inteligência fiscal embarcada. Além disso, softwares atualizados reduzem riscos operacionais que, hoje, surgem principalmente por intervenções manuais.
Entre os recursos mais importantes estão:
- Atualização automática de legislações por UF e tipo de operação.
- Gestão de CSTs, CFOPs e alíquotas sem intervenção manual.
- Validação de notas antes do envio à SEFAZ.
- Geração de arquivos fiscais padronizados para CBS e IBS.
- Dashboards de apuração em tempo real para tomadas de decisão.
Desse modo, empresas que ainda dependem de planilhas terão dificuldade para acompanhar a nova exigência de precisão fiscal.
Um novo patamar para a gestão fiscal empresarial
A Reforma Tributária não representa apenas a troca de tributos — ela altera toda a lógica da gestão fiscal brasileira. Por isso, empresas que enxergarem esse momento como oportunidade tendem a ganhar eficiência e previsibilidade.
Entre os principais benefícios da modernização estão:
- menos erros;
- processos mais automatizados;
- aumento da produtividade;
- conformidade contínua.
Sistemas completos e atualizados, especialmente aqueles com módulo fiscal preparado para o novo modelo, serão protagonistas nessa nova fase.


