Quando escalar uma dívida para a via judicial
A decisão de escalar não deveria depender de alguém lembrar de olhar o caso.
Escalar cedo gasta custo em caso que ia se resolver por conversa. Escalar tarde perde prazo e transforma dívida recuperável em dívida impossível. Entre os dois extremos existe um critério, e ele precisa estar escrito em algum lugar que não seja a cabeça de quem toca a carteira.
O que normalmente entra no critério
- Valor da dívida contra o custo estimado da ação, porque abaixo de um certo valor a conta não fecha.
- Tempo desde o último contato com resposta, e não desde a última tentativa.
- Se houve acordo quebrado, que costuma pesar mais que o tempo de atraso.
- Qualidade da documentação: dívida sem documento sustentável não melhora no judicial.
- Prazo que corre, que é o único item da lista que não espera.
O histórico é o que faz a escalada valer a pena
Caso que sobe sem histórico recomeça o levantamento, e esse retrabalho é onde a escalada perde dinheiro. Tudo o que foi tentado na fase extrajudicial, cada contato, cada proposta, cada acordo quebrado, compõe a narrativa do caso. Quando a escalada sai do mesmo cadastro, essa informação viaja junto.
O erro mais caro é não decidir
Caso que fica parado sem decisão é o pior dos três cenários, porque consome prazo sem consumir atenção. Vale rever periodicamente a carteira inteira contra o critério, em vez de esperar que alguém lembre de verificar caso a caso. Dívida que envelhece sem decisão não fica mais fácil de cobrar.
O critério também serve para o contrário: reconhecer o caso que não vale escalar e encerrar o esforço. Carteira que nunca desiste de nada distribui atenção igual entre o recuperável e o perdido.
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